Archive for junho, 2009

Analógico é que era bom? First Circle e o humming

Estava eu aqui re-masterizando para meu bel-prazer um dos meus álbuns preferidos, “First Circle” (1984), do Pat Metheny Group. Eu queria uma versão com menos dinâmica pra poder ouvir no carro sem perder metade das músicas pro trânsito. Então fui eu trabalhar na música que dá nome ao álbum, e pra mim a melhor música do PMG. Ao ouvir a intro, eis que está lá, em sua plenitude, ele: o humming de 60 Hz. Ora, meus amigos analófilos, temos um dos melhores álbuns de todos os tempos apresentando humming!!!!!!! Pra quem gosta de máquina analógica, bem feito. E olha que na intro só tem palmas, então o humming tem uma enorme chance de ter se originado no gravador (embora possa ter aparecido na mesa também). O fato é que com a faixa dinâmica da época, ninguém sequer ouviu o humming. Hoje, porém, qualquer um saca logo. Que pena. Mas a música continua genial, e a mix ( de Jan Erik Kongshaug, auxiliado pelo então assistente e depois super engenheiro Rob Eaton) é primorosa. Um fato a considerar é que as gravações da ECM da época eram feitas em dois dias e mixadas em um, mas pra mim o humming está lá porque com a faixa dinâmica da época simplesmente não dava pra ouvir. Pra quem quiser conferir( dei uma filtrada pra deixar o humming mais evidente) ouça http://www.4shared.com/file/111219165/83114176/First_Circle_Humming.html

quinta-feira, junho 11th, 2009 Artigos Nenhum Comentário

Eu Falei com o Phil Ramone

Em pleno congresso da AES, eu estava de “jornalista” para a M&T, acompanhando uma palestra todo compenetrado, quando a Editora-Chefe, Ligia Diniz, me puxa pelo braço e diz pra eu vir correndo, pois havíamos conseguido uma exclusiva com ninguém menos que Phil Ramone. Sim, amigos, nada menos que ele. The Legend, considerado por muitos (e por mim) como um dos maiores produtores de todos os tempos. E eu ali, sem nem cinco minutos pra fazer um laboratório! O que perguntar pra uma lenda viva? Eu nunca me perdoaria se caísse nas armadilhas fáceis tipo “Como é gravar o Sinatra?”, até porque ele já conta no livro.

Então foi assim, entramos, nos cumprimentamos e aí era hora de eu falar alguma coisa. E agora? Vivia a emoção do momento ou me tornava o jornalista profissional que eu não sou? Antes de mais nada, eu só pensava que esse cara foi um dos, quem sabe, cinco caras mais imoortantes para estabelecer as fundações do que hoje consideramos como Produção de Álbuns. Imagina vc encontrar um dos cinco caras que criou sua profissão?

Tentando ganhar algum tempo, mandei a pergunta de segurança: “Como tudo começou?”. Pronto, tinha agora uns sete minutos pra me acalmar e pensar em algo menos óbvio. Quando chegou a minha vez de novo eu deixei sair algo que já havia me ocorrido quando li o livro: “Eu me pergunto se houve esse dia em que vc disse a si mesmo: deixa eu lembrar bem disso o que estou fazendo pois algum dia isso será história”. Ele curtiu, e daí pra frente foi beleza.

Taí algo pra contar pro blog, e pros netos. O texto da entrevista vc vai poder ler na próxima edição da M&T.

segunda-feira, junho 1st, 2009 Artigos 1 Comentário

A música que eu queria ter feito

Melodia, letra (Ben Moody, David Hodges - Evanescence e John Hartzler - marido da Amy Lee), arranjo, interpretação (Chris Daughtry), Produção (Howard Benson) , mixagem (Chris Lord-Alge), master (Ted Jensen). Tudo perfeito. Não podia ser melhor. Pra completar, um video bem bacana. Veja:

segunda-feira, junho 1st, 2009 Artigos 2 Comentários