Archive for fevereiro, 2009
Sugestões para os novos “Guias”
Está na hora de contar com os amigos que ainda passeiam por este blog enferrujado e cheio de teias de aranha para me sugerir o tema para o próximo “Guia”.
Existem quatro possibilidades:
(1) Guia de Mixagem Volume Zero: Os equipamentos - eqs, compressores, reverbs, etc, tudo a fundo, com histórico, análise botão por botão e principais usos.
(2) Guia de Mixagem Volume Três: Shows e Surround 5.1 - Mixando DVDs
(3) Guia de Microfonação: Um guia visual com muitas fotos sobre como obter boa microfonação dos diversos instrumentos
(4) Outros: o que a galera tiver mais interesse
Preciso da opinião dos valentes amigos leitores pra saber o que vou fazer nas madrugadas dos próximos seis meses. Estou no aguardo.
Sobre as críticas ao “Guia de Mixagem”
Galera, confesso que ainda me surpreendo com a quantidade de Guias que temos vendido e principalmente com o número enorme de críticas positivas que temos recebido. Não se passa uma semana sem que cheguem mensagens dizendo o quanto o guia tem ajudado.
Infelizmente ou felizmente, até hoje não recebi nenhuma mensagem com críticas negativas ao livro. Mas como estou sempre procurando melhorar meu trabalho, tenho fuçado a internet atrás de reclamações sobre os Guias. E de vez em quando acho alguma, é claro. Seria tão bom se quem não gostou de alguma coisa me escrevesse diretamente. Eu podia explicar meu ponto de vista e também podia usar a crítica para gerar textos melhores no futuro.
Mas tudo bem. Para aqueles que não gostaram de algo, mesmo sabendo que eles certamente não se dariam ao trabalho de ler este modesto blog, preciso esclarecer.
Não sei se repararam, mas já no início do Guia 1 eu aviso: se vc ainda não sabe como funcionam seus equipamentos, como usar um equalizador, um compressor, um reverb, ainda não está na hora de mixar. Pelo menos não pra valer. Não quer dizer que quem ainda tem dúvidas não consiga bons resultados, só que não os vai conseguir rápido, nem vai ser fácil repetí-los em outras músicas.
Assim, ontem mesmo li alguém dizendo por aí que o Guia é bem “fraquinho” comparado ao “Mixing Audio”, do Roey Izhaki. Bem, pra começo de conversa o livro do Izhaki é muito bom. Sinceramente não gosto da ordem com que ele aborda os assuntos (já fala de bouncing na primeira parte, por exemplo), mas ele é bem completo . E é aí que eu me defendo. Mais da metade do livro se dedica a ensinar o que é um compressor, o que é um equalizador, etc.
Talvez seja por isso que o Guia pareça “fraquinho”, porque eu não perco tempo nem o dinheiro nem a paciência do leitor falando de coisas que ele teoricamente já sabe. Tudo bem, eu poderia fazer um “Guia de Mixagem Volume zero: os equipamentos”, e de fato está nos planos, mas incluir este tipo de abordagem em um Guia prático seria encher linguiça pra parecer completo.
Foi de propósito. O Guia de Mixagem I se concentra em como usar as ferramentas para se obter uma boa mix, e do modo mais rápido possível sem perder qualidade. Ficar dezenas de horas em uma música, buscando o melhor dos melhores em cada regulagem é bonito, lindo mesmo, mas quando você tem um cliente no cangote, com orçamento apertado, esperando pra levar o resultado pra masterização ou pra fábrica pra não perder a janela de lançamento, aí a objetividade fala mais alto.
Alguém pode se levantar e dizer que o leitor alvo do Guia Vol I é o iniciante, que provavelmente não tem a urgência como fator prioritário. Bom, pode ser, mas infelizmente não há como o Guia não retratar minha realidade, e ela é assim. Quando escrevi o Guia, o único livro que havia lido sobre o tema foi o do Bob Owzinski e confesso que só gostei dos primeiros 30%, já que o restante do livro é de entrevistas que mostram como “fulano” mixa.
Depois do Guia escrito é que li o “The Art of Mixing” e fiquei surpreso com a semelhança da abordagem. O do Izhaki é completo sim, mas um tanto “duro” do ponto de vista tecnológico, o do David Gibson é mais “artístico”. Tudo bem que eu não me identifique totalmente com a questão visual da coisa, mas gosto da abordagem.
E daí vamos ao volume 2. Em vez de ficar enchendo o saco do leitor dizendo o que o controle “depth” do chorus faz, preferi falar sobre o alvo do chorus e de outros efeitos, os instrumentos. Não conheço nenhum livro sobre mixagem que use o enfoque a partir do instrumento para os equipamentos. Todos partem dos equipamentos. E eu, músico frustrado, me recuso a fazer isso. Os instrumentos são os artistas principais, não os efeitos. Desafio qualquer autor a falar 3000 palavras sobre como colocar caixa e bumbo numa mix, como está lá no primeiro capítulo do Guia 2. E em vez de colocar um DVD fazendo propaganda de mixes minhas, preferi usar referências internacionais, mais de 100 delas.
Mas tudo bem. Quem quiser mandar críticas, por favor mande. Elas serão bem recebidas sempre, mesmo que injustas. E os elogios e agradecimentos, por que não admitir, são sempre uma grata recompensa. Será que a galera que fala mal acha que eu sento e escrevo um livro num fim de semana de chuva? Por trás de cada Guia estão centenas de horas de trabalho no texto, e milhares de horas de mixagem.
Não há como não abordar meus assuntos sem ser de um jeito organizado, metódico e objetivo. É isso o que eu faço todo dia, há 15 anos. E as coisas que falo nos Guias foram todas aprendidas, testadas e comprovadas em campo. E os mais de 200 resultados estão aí. Não sei se os amigos leitores repararam, mas para TUDO o que afirmo nos Guias eu dou pelo menos uma razão técnico-científico-artística. E essa é minha bandeira. Dizer o porquê científico do que parece meramente artístico.
Valeu, galera.
The “Frog”
Em andamento o projeto instrumenttal do guitarrista Sapo, do Ministério de Música Canção Nova. Cercado pelo time de primeiríssima Rogério de Prince, Rinaldo Xabu e Cristian Lopes, Sapo pode colocar toda a sua alma R’n'B pra fora, à là George Benson. Sonoridade nunca dantes encontrada na música católica. Aguardem o lançamento para breve.
Mixagem: Mariane Rangel
Após um mês de janeiro dedicado quase que exclusivamente aos “Livros para Ouvir”, de Marcio Mendes, fevereiro já começa com a conclusão da mixagem de um interessante CD de uma nova cantora: Mariane Rangel. Com a produção assinada pelo competente Cley Souza, o CD se destaca por interpretações contundentes e uma sonoridade típica da boa música cristã, com um nítido sotaque carioca. Estamos agora no aguardo da masterização, via Tiago Mattos, na Codimuc.
Parabéns Mariane, obrigado pela confiança depositada e muito sucesso!
Queria Muito Comprar - Canções Versões - Carlos Rennó
Outro dia estava escutando por tabela um CD que meu amigo Bruno DJ ouvia e de repente tava lá uma balada muito bem interpretada pela Paula Toller. Pra minha surpresa, identifiquei logo que se tratava de uma versão em português do super clássico “Someone to Watch Over Me”, dos irmãos Gershwin. Na hora já fiquei pensando: “lá vem mais uma daquelas ‘versõezinhas’ “. Mas eu estava totsalmente enganado, Era uma versão extremamente inteligente, e extremamente fiel ao original, com toda sua singeleza. Um belo poema. E ainda mais, uma gravação primorosa com um arranjo de cordas perfeito! Imediatamente corri atrás do disco original (o que ouvia era uma dessas trilhas de novela, acho). Falei com o Paul Ralphes, atual produtor dela e ele não tinha idéia do que se tratava.
Através do site da Paula, cosegui o nome do CD, e daí via Google cheguei a “Cole Porter, George Gershwin - Canções,Versões” do letrista e poeta Carlos Rennó. Nele, vários clássicos destes compositores recebem interpretações em português de nomes como Caetano, Gil, Ed Motta e Cassia Eller. Achei o site do álbum, mas nenhum link para onde eu pudesse comprar o CD. Olha, procurei muito e não consegui comprar. Se alguém souber onde conseguir, por favor me avise. Pelas amostras que ouvi no site o disco é absolutamente imperdível.
Parabéns ao Carlos Rennó pelo belíssimo trabalho. Tomara que um dia eu possa ouví-lo na íntegra.
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