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Mixando Cajón, Violão, Voz e Hi Hat

Um leitor me pede sugestões e recomendações para uma mix de formação pouco usual - cajón, violão, hi hat e voz.

Antes de mais nada, com esta formação não se pode esperar uma região de graves muito presente. Uma das entidades místicas (e míticas) do áudio é sem dúvida o “gravão do cajón”, uma vez que a resposta do instrumento não apresenta este grave de jeito nenhum. Tipicamente o cajón se situa uma oitava acima do bumbo, na região dos graves altos e médias baixas. Numa situação destas pode-se gravar o cajón com um condensador de diafragma grande por trás e dois de diafragma pequeno captando em par quase-coincidente pela frente. Assim a parte grave fica em mono e temos o estéreo da percussividade das mãos.  Para descongestionar a mixagem, experimente atenuar por volta de 400Hz e realçar a região de 4 a 5 kHz.

Na mix o som do violão pode ser deixado cheio, apenas com a tradicional atenuação por volta dos 180 Hz.

Como os instrumentos não possuem regiões muito conflitantes a mix não deve dar muito trabalho. Procure situar todos em uma mesma sala em um bom reverb. A voz pode receber um reverb mais longo para destaque.

Pode-se usar um limiter no cajón para que  a parte aguda da percussão das mãos esteja presente o tempo todo.

Cuidado apenas para que não se diminua demais a dinâmica.

Se tudo foi gravado junto deve-se tomar especial cuidado com o vazamento entre microfones.

No mais, a mix deverá transcorrer sem muitos problemas, mas devemos lembrar que ela se baseará extremamente na performance dos músicos. Tudo estará “na cara” o tempo todo. Boa sorte.

Para uma referência, ouça “Fiesta” do CD do Marco Pereira, “Samba da Minha Terra”.

segunda-feira, março 31st, 2008 Mixagem 4 Comentários