Archive for novembro, 2007

TV Digital e Áudio Digital

Toda essa bronca contra o áudio digital e agora está todo mundo doido pra TV digital chegar logo. Pois é, a codificação digital apresenta a enorme vantagem de, por ser um código, depender menos dos problemas dos meios de armazenamento e transmissão.

O Código Morse, por exemplo, é um ótimo jeito de mandar uma mensagem tendo apenas um pedaço de fio onde não dá pra transmitir voz, ou apenas uma lanterna.

Quando o áudio digital apareceu, a primeira coisa de que nos livramos foi o chiado da fita. Depois, foi possível até mesmo o DAT, que mesmo com problemas sérios de mecanismo, conseguia escrever dados a uns 2MHz em uma fita de 4mm de largura com varredura helicoidal.

Com a TV deve ser amesma coisa, com a gente ficando livre de chuviscos e fantasmas.

Será aí então que alguém vai vir dizer que o legal era aquele chuvisco e os fantasmas da TV analógica!!!

quinta-feira, novembro 29th, 2007 Opinião 2 Comentários

Meu mixador predileto

Gostaria de ouvir a opinião da galera. Entre meus mixadores pediletos estão:

Andy Wallace

Tom Lord-Alge

Al Schmidt

Mark “Spike” Stent

terça-feira, novembro 27th, 2007 Opinião 5 Comentários

Os 100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos

Estive preparando minha matéria sobre mixagem de guitarras na M&T e topei com esta página da Rolling Stone:

http://www.rollingstone.com/news/story/5937559/the_100_greatest_guitarists_of_all_time/

Toda lista deste tipo é injusta, mas não pude resistir à observação sarcástica de que o tão idolatrado pela galera brasileira  Steve Lukather não aparece !!!

Mas tudo bem, porque o melhor guitarrista do mundo para mim se chama Andy Timmons e também não passou nem perto da lista. E pra galera que sente falta do Andy Summers (Police) eu até tendo a concordar de primeira, mas pensando bem, o cara tem uma importância fundamental para a música pop/rock mundial, mas super guitarrista ele não é. Talvez só por ter tido toda essa importância sem ser tecnicamente virtuoso ele merecesse uma menção honrosa.

Na sua opinião qual o melhor guitarrista de todos os tempos?

terça-feira, novembro 27th, 2007 Opinião 6 Comentários

O Bounce muda o som?

Estive relendo uma discussão em uma lista que rola no Orkut a respeito de um artigo meu onde eu era categórico em dizer que o bounce não altera o som e realmente ela contém alguns posts de bom senso e outros completamente absurdos.

Antes de mais nada, preciso deixar público que nunca recebi um centavo da Digidesign ou de qualquer representante pra falar bem do ProTools. Não sou endorsee, não compactuo e sou o primeiro a criticar coisas como a limitação em 32 canais do LE e de 2 canais no Beat Detective.

Só que não tenho pudor em elogiar o que gosto no Pro Tools porque, afinal, tenho usado esta ferramenta por 15 anos e posso me considerar um especialista. E não tive de fazer concessões a ele como fiz em meus vários anos de uso de fita.

Quanto ao bounce, amigos, sinto muito. Eu tentei muitas e muitas vezes notar alguma alteração, mas sinceramente não consegui, a não ser quando fiz algo de errado no método.

A crítica que ouço ao bounce que acho a mais divertida é “Sempre que ouço dá diferente”. Bom, precisamos de um pouco mais de método científico para afirmar qualquer coisa. “O que ouço” é vago demais.

Uma experiência científica deve pegar uma mix, retirar os plugins que variam no tempo (reverbs, chorus, flangers e etc) e o eventual limiter no master fader, manter a sample rate e a profundidade de bits e depois fazer o seguinte:

1) Importar o bounce

2) inverter a fase via plugin - NÃO VALE INVERTER PROCESSANDO, POIS O AUDIO SUITE NÃO PROMETE COERÊNCIA DE FASE!!!!!!!!!

3) arrastar os canais de bounce até o ponto em que a saída de áudio seja mínima

4) O que tenho obtido nestes casos é 100% das vezes SILÊNCIO ABSOLUTO!!!

Só que a galera acaba comprometendo a comparação com erros sistemáticos e outras atrocidades. Para quem odeia o bounce “porque sim”, então meu conselho de amigo é: Não use.

Ninguém escreveu pra revista nenhuma dizendo -Use o bounce!  O que pretendo é simplesmente despreocupar aqueles que acham que estão malucos por não notarem a diferença.

O que é o Bounce?

Qual é a diferença entre o bounce e a simples audição?

A única diferença é que além de rotear o áudio para a saída da interface o programa simplesmente grava records de dados sample a sample em arquivos temporários. E, amigos, escrita em hd é algo que os computadores fazem com prevenção e detecção de erros há muito tempo.

E um último recado a quem diz que a fita analógica é mais fiel: a única coisa que a fita analógica NÃO É é fiel. O resultado pode ser até melhor, dependendo do gosto, mas ela muda o som pra valer. E por que cargas d’ água será que a fita - qualquer que seja - só melhora e o bounce só piora? Acaso do destino?

Vou fazer uma coisa: vou fazer a experiência do bounce e botar no youtube pra todo mundo ver. A não ser que o you tube mude o som…

segunda-feira, novembro 19th, 2007 Opinião 2 Comentários

Gravação dos Vencedores do Festival Canção Nova

Estivemos gravando esta semana as vozes dos 10 melhores colocados no Festival de Música Canção Nova. Estamos muito empolgados no estúdio porque, confirmando o que eu já previra durante o festival, a qualidade do pessoal e das músicas é muito boa. Acho que deste CD sairão novos artistas importantes para a Música Católica. A destacar também a participação nas guitarras e violões do guitarrista/compositor/arranjador/produtor Boy. Os arranjos estão a cargo do Nielson e as mixes devem ser de 26 a 30 no Discover, no Rio.

sexta-feira, novembro 16th, 2007 Artigos 2 Comentários

Pro Tools 7.4 no Vista - Primeiras Impressões

Depois de um período de desconfiança causado pelo passado nada irrepreensível da Digidesign, decidi finalmente instalar o PT 7.4 no Vista. Para minha surpresa a versão rolou suavemente no novo sistema operacional. A maioria dos plug-ins roda sem problemas. Ainda estou em fase de testes e mais adiante poderei comentar melhor as novidades desta versão.

Em tempo, como eu havia comprado o PT 7.3 há pouco tempo, a Digi me deu de presente a versão 7.4. Foi uma grata surpresa, já que eles não são muito chegados a ficar dando o que poderiam vender. Ponto positivo.

quarta-feira, novembro 14th, 2007 Opinião 34 Comentários

Vinil ou CD? Parte I

Eu pensei que isso já era assunto do passado, mas um leitor me informa que a discussão continua. Talvez seja efeito do disco novo do Radiohead, que está sendo lançado em uma caixa que vem com dois LPs de vinil. (vc pode comprar o download oficial do CD pagando quanto quiser - eu paguei 1 libra - no site www.inrainbows.com)

Ele então (o leitor) me pergunta se o vinil é melhor ou não. Bem, eu sou suspeito porque sou conhecido injustamente como o defensor do digital. Digo injustamente porque eu me baseio sempre em argumentos técnicos. Não estamos aqui afinal pra responder coisas como “porque eu acho mais legal” , já que gosto e opinião não se discutem.

Atendo-me somente aos fatos, vamso dar uma comparada. Antes de mais nada, o leitor deve lembrar que toda vez que ele for ouvir um disco de vinil o som será um pouquinho pior do que na última vez, e isso é fato e não questão de gosto. A agulha da pick-up deve manter contato com a superfície do vinil para”ler” a informação sonora. Assim, o fato de tocar um disco de vinil o arranha, danificando a informação. É claro que se for uma boa pick-up essa piorada no som é praticamente imperceptível, mas multiplique por muitas tocadas…

Já no CD, somente o manuseio incorreto é que arranha a superfície onde os dados estão sendo lidos. O ato de tocar um CD não prejudica em nada a qualidade sonora.

Em vinil, a qualidade do áudio é maior nas bordas do que no centro, porque a rotação é constante. Ou seja, o som das músicas mais próximas do centro deve ser escrito em uma superfície quase 1 terço das músicas da borda. No CD, a velocidade linear ( ele roda mais rápido nas primeiras músicas e mais lento nas úiltimas) é constante e a qualidade da leitura não depende da posição da música no CD.

Para que a largura dos sulcos em um vinil não fique exagerada, é aplicada uma equalização corretiva no ato do corte da matriz (a chamada Curva RIAA). Quando se faz a leitura em uma pick-up, o circuito do pré-amplificador deve aplicar uma equalização para compensar a que foi feita no corte - alguém já ligou outra coisa na entrada “phono” de um amp e viu como som fica estranho? Ou seja, o som gravado no vinil está “mexido” e tem que ser “desmexido”.

Em vinil, uma vez arranhado, arranhado está. O CD tem uma resistência bem maior a arranhados devido aos algoritmos de detecção e correção de erros de leitura. Tudo bem, muitas vezes ele até “inventa” áudio pra gente quando vê que não conseguiu recuperar o erro de leitura, mas a gente nem se dá conta disso. Se “mexeu” no som, pelo menos foi com boa intenção.

Antigamente, e isso eu nunca ouço ninguém falar, eram raríssimas as pessoas que tinham dinheiro e disposição para ter um bom player de vinis. O que a galera tinha eram aquelas vitrolinhas Philips com o falante na tampa cor-de-abóbora que faziam “clock” pra ligar e “tleck” pra desligar. Ou seja, o povo não tinha boas condições de audição. Já com os CD players, o kit ótico-mecânico-eletrônico de leitura é praticamente o mesmo pra qualquer player, caro ou barato. Ou seja, todo mundo tem acesso a praticamente o mesmo nível de qualidade de leitura. Assim, se você quer que sua música seja ouvida com qualidade pela maioria das pessoas, o CD é imbatível.

Pra não dizer que sou tendencioso, tem uma coisa em que o vinil ganhava dos CDs - a capa. Com 12 polegadas pra cobrir, a arte dos LPs era realmente uma grande diferença. Porém na época não havia internet nem video clips e toda a informação que a gente tinha (pelo menos no Brasil) do artista era o que estivesse escrito na capa!

Bom, dito isso tudo acho que nem preciso entrar no mérito de coisas como resposta em freqüência, relação sinal ruído e etc, mas se alguém quiser a gente entra nesses méritos. Então, se vc gosta de vinil e tem muita grana pra uma MkII com agulha cara e pré-amp com compensação RIAA, compre o vinil e só o rode uma vez - pra passar para um CD!

terça-feira, novembro 6th, 2007 Artigos 42 Comentários

Guia Rápido de Equalização

Um leitor acostumado a usar mais o equalizador gráfico me pede um passo-a-passo para usar um equalizador simples de console. Vamos lá.

Vamos usar um equalizador não tão simples assim, digamos um que possua um filtro de graves (LF), um filtro de agudos (HF), um controle de graves simples (somente ganho), um controle de agudos simples (somente ganho) e um controle para as médias com ganho e freqüência.

1) Deixe todos os controles de ganho na posição de 0dB;

2) Deixe o controle de freqüências na posição central;

3) Antes de mais nada ouça o som e já se pergunte o que você faria para melhorá-lo usando a equalização. É melhor do que sair rodando os botões aleatoriamente até ficar bom, a não ser que você não tenha nada pra fazer de madrugada.

4) Vá no LF e ajuste no valor máximo que não atrapalhe o som do instrumento. Ou seja, corte qualquer informação grave que não seja interessante.

5) Repita o processo com mais cuidado na região do extremo agudo, agora usando o HF. Cuidado para não cortar os harmônicos mais altos do som do instrumento, o que pode deixá-lo sem brilho.

6) No equalizador de médias, gire o controle de ganho até “3 horas”, ou seja, o “risquinho” deve estar na horizontal à direita, ou então dê uns 5 dB de ganho.

7) Agora gire o controle de freqüências até que o som fique o pior possível!!!

8) Volte até o controle de ganho e gire-o para a esquerda, atenuando até que o som fique o melhor possível. 

(O que fizemos foi encontrar o ponto das freqüências onde há excesso de médias e o atenuamos. Este é o caso mais comum em equalizações.)

9) Agora no controle de graves, atenue ou acentue um pouco e deixe onde houver benefício para o som. Repita o processo para o controle de agudos. ATENÇÃO: apesar de atenuações fortes serem permitidas, se o som só melhorar com ganhos muito altos (acima de, digamos, 8 dB) pode ser indicação de que na verdade você está atuando na região errada e que este equalizador não vai te ajudar. Ganho excessivo insere ruídos no sinal.

Lembre também de não deixar o som equalizado demais, deixando uma certa sobra para acertar quando todos os canais estiverem abertos, ok?

Boa Sorte!

terça-feira, novembro 6th, 2007 Artigos Nenhum Comentário