Mixagem

Dunga - Novo CD

Acabamos semana passada o novo Cd do Dunga. Com produção minha e do Rinaldo Xabú. O Rinaldo também se encarregou brilhantemente dos arranjos. A idéia do Dunga era fazer um CD com sonoridade dos anos 70, com forte influência de bandas como Doobie Brothers e Beatles. Pra nós foi um prato cheio, e no fundo uma grande diversão para todos. Dedicamos longo tempo ao preparo das músicas e as versões que chegaram ao trabalho estão bem amadurecidas. Os sons de guitarra também mereceram especial atenção, ao lado dos timbres de teclado mais tradicionais.

Tudo foi pensado no sentido de dar ao trabalho uma identidade e unidade sonoras, desde a escolha das peles de bateria (porosas e não hidráulica), do timbre de baixo mais para passivo até os delays e reverbs. A mixagem foi no estúdio da Codimuc e a masterização (mais uma vez primorosa) foi do Carlos Freitas na Classic Master. Os curtidores dos sons dos anos 70 vão adorar, já que buscamos usar timbres autênticos mas nos dando ao luxo de explorar a qualidade técnica disponível hoje em dia.

http://blog.cancaonova.com/dunga

http://www.classicmaster.com.br

http://www.codimuc.com.br

terça-feira, junho 3rd, 2008 Mixagem Nenhum Comentário

Mixando Cajón, Violão, Voz e Hi Hat

Um leitor me pede sugestões e recomendações para uma mix de formação pouco usual - cajón, violão, hi hat e voz.

Antes de mais nada, com esta formação não se pode esperar uma região de graves muito presente. Uma das entidades místicas (e míticas) do áudio é sem dúvida o “gravão do cajón”, uma vez que a resposta do instrumento não apresenta este grave de jeito nenhum. Tipicamente o cajón se situa uma oitava acima do bumbo, na região dos graves altos e médias baixas. Numa situação destas pode-se gravar o cajón com um condensador de diafragma grande por trás e dois de diafragma pequeno captando em par quase-coincidente pela frente. Assim a parte grave fica em mono e temos o estéreo da percussividade das mãos.  Para descongestionar a mixagem, experimente atenuar por volta de 400Hz e realçar a região de 4 a 5 kHz.

Na mix o som do violão pode ser deixado cheio, apenas com a tradicional atenuação por volta dos 180 Hz.

Como os instrumentos não possuem regiões muito conflitantes a mix não deve dar muito trabalho. Procure situar todos em uma mesma sala em um bom reverb. A voz pode receber um reverb mais longo para destaque.

Pode-se usar um limiter no cajón para que  a parte aguda da percussão das mãos esteja presente o tempo todo.

Cuidado apenas para que não se diminua demais a dinâmica.

Se tudo foi gravado junto deve-se tomar especial cuidado com o vazamento entre microfones.

No mais, a mix deverá transcorrer sem muitos problemas, mas devemos lembrar que ela se baseará extremamente na performance dos músicos. Tudo estará “na cara” o tempo todo. Boa sorte.

Para uma referência, ouça “Fiesta” do CD do Marco Pereira, “Samba da Minha Terra”.

segunda-feira, março 31st, 2008 Mixagem 4 Comentários